sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Amanhã.. morreste.
Deixaste-me à espera de uma resposta à mensagem que te enviara horas antes.
Nunca pensei que a resposta seria que te tinha perdido..
Estava tão recolhida em mim que não percebi. Não quis perceber..
Sou egoísta, por isso quero-te sentir. Quero que me oiças, quero-te ouvir. Mas já não te oiço. Já não te tenho, nem sei se alguma vez tive.
Eras alguém para mim. Agora és uma memória e começo-me a questionar... exististe ou foste apenas fruto da minha imaginação?..
terça-feira, 24 de julho de 2012
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
O que há em mim é sobretudo cansaço - Fernando Pessoa
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
(...)
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto…
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço…
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Alguém que eu conheci um dia
Resta a silhueta do teu corpo,
as palavras mudas,
e poucas das conversas.
No fundo, não sei quem eras,
o que querias?
Mas sinto a tua ausência..
... e não te consigo esquecer.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Com licença.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Ausente
Quieta. Mais um dia, e outro.
Vazio, ou apenas vago.
Nem mais um! Sossego.
Em segredo. Quero.
Em silêncio. Desespero.
Ausente de mais um pouco.
De mais um dia, e outro.
Fico.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Um beijo, que nem sabias ser de despedida
Para aquele beijo de despedida
e um olhar desprendido,
de quem não se importa o que se seguirá.
E não me importo.
Anseio para que tudo passe depressa.
Uma mera e breve memória
de alguém que em tempos esteve. Ou nem tanto.
Não quero ser motivo de mágoa.
Quero apenas tudo como está, mas sem mim (que estarei algures).
Uma carta fora do baralho.
Uma peça fora de jogo.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Quem? Eu sou. Eu? Não sei..
Estou a sentir? Estou a fingir? Quem sou eu?
Escondi-me mais uma vez.
Perguntaste. Não te respondi. Não queres saber.
Não podes querer saber.. Eu sei que não quero.
Explico-te? Para quê?
Existe sequer uma explicação?
Eu sei-a mas não a tenho...
Tenho-a, mas não existe?..
É só minha. Sou só eu.
Quem sou eu? (Des)ilusão..
quinta-feira, 29 de abril de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010
...dos tempos em que ainda sonhava
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
União Zoófila
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Fragmentos...
Cansei-me...
de ver, de ouvir, de pensar,
de tentar compreender o que que não entendo.
A noite caiu, e eu fiquei ali...
não me queria mover, mas também não queria estar.
Uma remessa de sentimentos, de recordações vagas, cercou-me...
Fragmentos de uma vida, que já não sei se era a minha...
Mais uma vez, pensei, sem querer
lembrei-me, sem nunca esquecer...
E permaneci ali
no conforto da escuridão,
no vazio do silêncio.
Várias pessoas passaram-me pela cabeça,
vários episódios, várias conversas...
Cada um a tentar deixar a sua marca,
a tentar dizer qualquer coisa de significante...
palavras, tão somente palavras, que aspiravam ser profundas, sem o serem.
Senti-me atordoada
por desalinhados e irrequietos pensamentos
que não me deixavam respirar.
Parou.
Tudo parou, e por instantes era apenas eu,
um corpo à espera de desaparecer com o nevoeiro da noite.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Minutos de sossego: precisam-se!
Se depois da tempestade, vem ainda mais tempestade (tempos tempestuosos estes!) depois do trabalho vem ainda mais trabalho!
Primeiro, o plano de sessão de EF de grupo (mas individual -.-), depois a execução de uma aula de EF, depois o relatório de EF (grupo-individual) e para finalizar, o relatório de EF segundo os parâmetros do prof, que se lembrou de os dizer depois de eu entregar o 1º relatório!
Primeiro o trabalho escrito de grupo de música, depois a execução de uma aula de música para bébés de 20 anos.
Primeiro um texto de António Torrado, depois a dramatização desse texto, com muitas brancas e nervosismo à mistura...
Isto tudo num mês. Agora, CDC e fonologia...
Para completar o quadro:
Deitar tarde, levantar cedo.
Obras em casa desde Fevereiro, por incompetências alheias.
Meio mundo a lixar outro meio, e todos a dizerem mal uns dos outros.
A minha cadela a comer-me papéis importantes e os olhares indiscretos de quem me pergunta:
" - Tem o papel consigo?"
" - Não, a minha cadela comeu-mo!!"
E agora, fiquei constipada! Pois, 'tava-se mesmo a ver!
É caso para dizer,
"Se o mundo é de loucos
como querem que eu regule"?!
"Hip hip hurra!"
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Mandamentos do Estudante

1 - O estudante sabe sempre a matéria; se não responde é para não inferiorizar o professor.
2 - O estudante nunca estraga o material escolar; testa a sua resistência.
3 - O estudante nunca se deixa dormir; o despertador é que funciona mal.
4 - O estudante nunca é posto fora da aula; a sua presença é que é necessária noutro local.
5 - O estudante nunca diz mal de um professor; faz uma crítica construtiva salientando os seus defeitos.
6 - O estudante nunca copia; recolhe dados.
7 - O estudante nunca reprova; renova a sua experiência.
8 - O estudante nunca conspira contra os professores; estes é que têm a mania da perseguição.
9 - O estudante nunca se embebeda; apenas entra no espírito académico.
10 - O estudante nunca falta; não comparece por motivos de força maior.
11 - O estudante nunca fuma. Estuda os efeitos nocivos do tabaco.
1. O aluno não fala. Troca opiniões.
2. O aluno não se distrai. Examina as moscas.
3. O aluno não falta à escola. É solicitado noutros lugares.
4. O aluno não diz asneiras. Desabafa.
5. O aluno não masca pastilha. Fortalece os maxilares.
6. O aluno não lê revistas na sala de aula. Informa-se.
7. O aluno não destrói a escola. Enfeita-a segundo o seu gosto.
E agora que já leste, vai mas é estudar!
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Sou tu
-Quem é? - perguntou a amada.
-Eu, minha querida.
-Vai ao bosque e medita. Quando estiveres amadurecido, vem ver-me.
O amado assim fez, e passados uns meses regressou à casa da amada e bateu à porta.
-Quem é?
-Sou tu.
-Nesse caso, entra, amado meu. Nesta casa não há lugar para o ego. "
Ramiro Calle - O Livro do Amor
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Forgive me…

…aquele dia indefinido …
…aquelas horas infindáveis …
…aquele desejo que não podia ser…
E a contrabalançar tudo,
meramente um sonho vazio…
Tentei ser correcta,
mas o meu anseio é imperdoável…
Escondo-me na minha culpa
e nos meus segredos.
Deixar-me-ei levar pela insanidade
do que não percebes
e já não quero mais saber…
Apenas jazem lágrimas de esperanças desiludidas
e a vontade desassossegada de tão pouco…
Uma mão de ninguém sufoca-me lentamente,
e por meias palavras digo-te
o que não te quero dizer por palavras inteiras.
Não olhes mais para mim,
deixa-me cair no teu esquecimento…
Quebro as amarras,
afogo-me nos meus pensamentos
e sucumbo em mim mesma.
O nevoeiro cai frívolo …
no silêncio da minha sombra.








