terça-feira, 4 de agosto de 2009

O Estranho Caso de Benjamin Button


Eis um filme que tinha ficado (no meu subconsciente) por ver e eis que a oportunidade se proporcionou.
Nada melhor que cinema ao ar livre, numa noite, num museu.

“I was born under unusual circumstances.”

The Curious Case of Benjamin Button ( pt: O Estranho Caso de Benjamin Button) é um drama baseado no clássico romance escrito por F. Scott Fitzgerald nos anos 20. O filme, dirigido por David Fincher, conta a história de Benjamin Button, um homem que nasce misteriosamente com 80 anos - em 1918-New Orleans , no final da Primeira Guerra - e a partir daí começa a rejuvenescer, passando a sofrer as bizarras consequências do fenómeno.

“You’re different from anybody I ever met…”

“You never know what’s coming for you…”


A sua "viagem" fora do comum, das pessoas e lugares que descobre ao longo do seu caminho, dos seus amores, das alegrias da vida e da tristeza da morte, e daquilo que dura para além do tempo, desperta um variado leque de sensações e transmite excelentes mensagens.

“We are defined by opportunities, even the ones we miss.”

“Some people were born to sit by a river. Some get struck by lightning. Some have an ear for music. Some are artists. Some swim. Some know buttons. Some know Shakespeare. Some are mothers. And some people... dance.”

Recomendo!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

“O papel é mais paciente do que os homens”

"“O papel é mais paciente do que os homens”.
Era nisso que eu pensava muitas vezes quando, nos meus dias melancólicos, punha a cabeça entre as mãos e sem saber o que havia de fazer comigo. Ora queria ficar em casa, ora queria sair e, a maior parte das vezes, ficava-me a cismar sem sair do sítio. Sim, o papel é paciente!"

in FRANK, Anne - Diário de Anne Frank. Lisboa: Livros do Brasil, 1984

sábado, 13 de junho de 2009

Insónias...

Eis um tema que não me é nada estranho...
talvez por ser de conhecimento próprio,
ou por ser falado por tantos...
Eis mais uma noite, e outra e outra...
E já passou um mês,
às voltas, voltas, voltas,
em tornados de pensamentos,
em inundações de lágrimas e gargalhadas desmedidas,
em metros de lençóis retorcidos...
Três ou quatro horas de sono insaciáveis da sede de dormir
e outras vinte e quatro a tentar arranjar pretexto para o sono vir...
mas nada! nem ontem, nem hoje, nem amanhã...
Fico-me então por aqui,
em mais uma noite sem dormir
à espera que a luz do dia denuncie as minhas negras olheiras...
de uma noite de nada... e de tudo...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Azar!

Deixei-me ficar pelo politicamente incorrecto,
alienada das aparências que segredavas!
"Azar!" Disseste-me de um enter apenas...
tão frio e verdadeiro...
Referias que ninguém é insubstituível!
Pois cada ser que conheço
jamais poderá ser substituído!
Deste-me a escolher
entre ganhar
ou tornar-me num farrapo,
contudo,
roubaste-me as oportunidades
quando escolhi vencer...
Agora...sou um farrapo
e estou demasiado cansada para não o ser...
Rasguei as minhas crenças
em inúmeros bocadinhos nostálgicos...
E já não acredito mais...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Eu não diria melhor...


"– Olá, Papá – disse o Duarte.
– Agora não, Duarte – disse o pai.
– Olá, Mamã – disse o Duarte.
– Agora não, Duarte – disse a mãe.
– Há um monstro no jardim e ele vai comer-me – disse o Duarte.
– Agora não, Duarte – disse a mãe.
O Duarte foi para o jardim.
– Olá, monstro – disse ele ao monstro.
O monstro devorou o Duarte, até ao último bocadinho.
Depois o monstro foi para dentro de casa.
– GRRR – rugiu o monstro atrás da mãe do Duarte.
– Agora não, Duarte – disse a mãe do Duarte.
O monstro mordeu o pai do Duarte.
– Agora não, Duarte – disse o pai do Duarte.
– Tens o jantar pronto – disse a mãe do Duarte.
A mãe pôs o jantar em frente da televisão.
O monstro comeu o jantar.
Depois esteve a ver televisão.
Depois leu uma banda desenhada do Duarte.
E partiu um brinquedo do Duarte.
– Vai para a cama – disse a mãe do Duarte. – Já te levei o leite para cima.
O monstro subiu as escadas.
– Mas eu sou um monstro – disse o monstro.
– Agora não, Duarte – disse a mãe do Duarte. "
Agora não, Duarte; David McKee
Lisboa: Caminho, 2000

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Inadmissível!

Fiquei, literalmente, atónita quando no telejornal da noite, a noticia abria com o facto do PS ter aproveitado imagens e "declarações" de crianças (que seriam para exclusivo uso do MP) para as utilizar como tempo de antena. O que me chocou, confesso, não foi a noticia em si, mas sim o que uma criança, exibindo o magalhães - tema que tem dado pano para mangas - dizia:
-"o magalhães é o meu melhor amigo."
Como estudante para um curso que seguirá uma linha de ensino para os mais pequenos, considero tal situação inadmissível!!
As crianças estão cada vez mais expostas a meios tecnológicos que as alienam de uma vida mais social (e quando digo social refiro-me a contacto com outras crianças "téte à téte" e não através do msn, p.ex.) tal situação tem-se vindo a agravar com o aparecimento do magalhães (e eu até defendo a evolução da tecnologia!) mas é lamentável que este mesmo sentimento de amizade seja partilhado com um computador!

domingo, 26 de abril de 2009