quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Guarda-Chuvas...

Mais uma vez, na idade dos porquês... Posso argumentar que especialistas dizem que devemos libertar a criança que há em nós, mas como eu nunca deixei de ser criança (ou infantil, segundo contactos próximos), não tem qualquer problema!
O meu porquê recai nos guarda-chuvas. Isto, porque eu, D.refilona I, fui obrigada a sair de casa para ir assinar a treta duns papéis à universidade.
Chovia e eu não tive tempo de levar um guarda-chuva. Chovia e os idiotas que tinham guarda-chuvas não os abriam... Um atentado à minha paciência! E não querendo ser insensível com ninguém, gostaria de perceber porque é que, quando chove, algumas pessoas não abrem o guarda-chuva. Para isso, mais valia não o levarem... Seja como for, enquanto corria atrás do comboio que já não apanhava, comecei a pensar no assunto (se calhar foi por isso que não o apanhei...)
A minha justificação incide sobre uma espécie de complexo qualquer em usar guarda-chuva. Talvez por uma questão de orgulho (?) ou de imagem (??)... ok...também pode ser por pura preguiça...
Como poderei estar a exagerar ou simplesmente a não perceber o assunto, clarifiquem-me!

out of...me


sábado, 17 de janeiro de 2009

Porque é que...

Este post vai ser ligeiramente diferente dos outros, isto, porque eu regressei à idade dos porquês, e não percebo certas situações que estão intimamente relacionadas com a mentira. Passo a perguntar:
Porquê é que um individuo que comete um crime se considera no momento do ocorrido e em consciência, culpado, mas mais tarde, quando novamente questionado pelo mesmo acto, tende a mentir?
E porque é que um indivíduo que esteja envolvido numa situação mais leve – não considerada crime – não hesita em fazê-lo?
Poderei considerar que as pessoas têm uma tendência para a mentira e talvez a usem como forma de protecção de si mesmos ou dos outros, contudo, não consigo perceber a dialéctica acima referida…

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Mais um ano...











Mais um ano que passou...
Mais um dia... mais uma hora...
Deixa-me ficar a dormir,
para que não passe mais...
Continuo indecisa...
à espera que o tempo pare...
Mas vai continuar a passar...
e vai-me arrastar com ele!
Poderei não querer estar mais?
Não quero, e tenho medo...
Desejo-o, e não o consigo...
Grito, e silencio-me...
Engulo em seco,
mais um ano que passou...
e que não devia ter passado...
Mais um dia...
Mais uma hora...
Estarei, para nunca estar...

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Indefinição



Os dias vão passando... Começo a perder a noção do tempo.
Esforço-me para me lembrar da tua voz... mas já não a ouço...
Grito no silêncio dos meus pensamentos.
Quero ficar ali eternamente. Quieta.
Sinto-me estranhamente indefinida... não consigo perceber...
Continuo a sufocar lentamente (mas só até deixar de respirar!).
Perdi o controlo da minha raiva, as lágrimas caem impertinentemente, e as mãos puxam os cabelos, vezes sem conta.
Vou-me vestir para sairmos.
Não te mostrarei um único sinal de dor. Apenas verás um sorriso e, vou falar animadamente para não me questionares.
(A cabeça marca um ritmo que dói, mas esta dor em nada é igual à outra.)
Continuarei a falar e, só pararei em casa, onde não me podes ver.
O meu corpo cederá ao cansaço da alma... e perder-me-ei, na minha identidade vazia.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

D e s t i n o T r a ç a d o



Dissolvo-me
em mim mesma...
desmaio, empalideço.
Afundo-me na minha alma...
morro, no meu ser
Enleada na indecisão
do meu pensamento...
do meu destino...

terça-feira, 22 de julho de 2008

...

"Para onde fui?
Se é que fui para algum lado...

O que é que fiz?
Se é que fiz alguma coisa..."
in The Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde